Brasil estreia na elite mundial da cibersegurança
Três jovens brasileiros representaram o país na International Cybersecurity Olympiad 2026, realizada em Hammamet, na Tunísia, e colocaram o Brasil pela primeira vez no ranking mundial da principal olimpíada internacional dedicada à formação de talentos em segurança digital.
O que é a International Cybersecurity Olympiad?
A ICO reúne estudantes de alto desempenho selecionados por seus países para enfrentar desafios avançados de segurança cibernética. Cada delegação nacional pode credenciar até quatro competidores, acompanhados por líderes e especialistas.
Inspirada no modelo das grandes olimpíadas científicas internacionais — como a International Mathematical Olympiad (IMO) e a International Olympiad in Informatics (IOI) — a competição combina excelência acadêmica, resolução de problemas, colaboração internacional e preparação de uma nova geração de especialistas capazes de proteger sistemas, dados e infraestruturas digitais.
Por que a cibersegurança importa para o futuro do Brasil?
Bancos, hospitais, escolas, empresas, governos e serviços essenciais dependem de sistemas digitais seguros. Formar jovens talentos nessa área é uma questão de inovação, soberania, competitividade e proteção da sociedade.
Proteção
Defesa de dados, redes, serviços essenciais e infraestruturas críticas.
Conhecimento
Desenvolvimento de raciocínio lógico, investigação, criatividade e domínio tecnológico.
Cooperação global
Integração entre estudantes, especialistas, universidades e organizações de vários países.
Oportunidades
Criação de caminhos para carreiras de alta demanda e impacto econômico crescente.
Os jovens que fizeram história
Em sua estreia, o Brasil foi representado por Lucas Freitas Vieira, Felipe Magalhães da Cruz e Valentina Sutillo Gaiotto. Juntos, eles conquistaram as posições 49ª, 52ª e 69ª e inseriram oficialmente o país no ranking mundial da competição.
Lucas Freitas Vieira
Atleta da delegação brasileira na International Cybersecurity Olympiad 2026.
Felipe Magalhães da Cruz
Atleta da delegação brasileira na International Cybersecurity Olympiad 2026.
Valentina Sutillo Gaiotto
Atleta da delegação brasileira na International Cybersecurity Olympiad 2026.
Uma delegação construída com preparação, liderança e propósito
A participação brasileira foi conduzida por uma comissão técnica dedicada à preparação dos estudantes, à representação institucional do país e à construção de uma presença permanente do Brasil no cenário internacional da cibersegurança.
A delegação contou com Marina Bronzeri como líder, Márcia como deputy leader e Hélvio como educador, além do apoio das famílias, parceiros e especialistas que contribuíram para tornar essa estreia possível.
Mais do que acompanhar uma competição, a equipe brasileira participou de encontros, debates e intercâmbios com lideranças internacionais responsáveis pelo desenvolvimento da ICO.
Competição, cultura e conexões internacionais
Durante seis dias, estudantes e líderes de diferentes países compartilharam conhecimento, desafios técnicos, experiências culturais e a responsabilidade de construir um ambiente digital mais seguro.






O Brasil agora faz parte dessa história
Depois da edição inaugural realizada em Singapura, em 2025, a ICO chegou à Tunísia em 2026. A Itália já está confirmada como sede de 2027, enquanto China, Romênia, Cazaquistão e outros países participam das articulações para as próximas etapas de expansão da olimpíada.
A presença brasileira não termina com a competição: o país agora participa das conversas e decisões que ajudam a definir o futuro da formação internacional em cibersegurança.
Brasil passa a ter voz no conselho da ICO
A estreia brasileira também trouxe uma conquista institucional: o país passou a integrar o espaço internacional de governança e desenvolvimento da olimpíada.
Marina Bronzeri eleita para o conselho internacional
Marina Bronzeri, diretora da Matific e representante do Brasil, foi eleita para participar do conselho da International Cybersecurity Olympiad.
Sua presença amplia a participação brasileira nas discussões sobre regulamentos, expansão, formação de talentos e desenvolvimento das próximas edições da competição.
Uma delegação 100% apoiada pela iniciativa privada
A viagem, a participação dos atletas e os custos da comissão técnica da delegação oficial brasileira foram integralmente custeados por patrocinadores privados que acreditaram no potencial desses jovens e na importância estratégica da cibersegurança para o país.






Vem novidade por aí
A Mathletes Brasil trabalha na criação da Olimpíada Brasileira de Segurança Cibernética, uma iniciativa nacional voltada à identificação, formação e preparação de talentos de todo o país para futuras edições da International Cybersecurity Olympiad.
O objetivo é ampliar o acesso, aproximar escolas, universidades e empresas e construir um processo nacional ainda mais forte para selecionar os melhores jovens especialistas brasileiros.
Em desenvolvimentoInformações para imprensa
Fotos em alta resolução, entrevistas com os estudantes, comissão técnica e representantes da delegação brasileira podem ser solicitadas à Mathletes Brasil.